[…] «Outra vez te revejo — Lisboa e Tejo e tudo —,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma […]»
Se a palavra é magia, o verso emoção e o poema encantamento, abram-se as portas da casa de Pessoa, para que nela vivamos a história da nossa língua e a magnitude de um povo que, pela escrita, cumpriu o seu fado.
As escolhas de Pessoa, grandioso acervo desta Casa, assumiram-se como um dos pontos de interesse da visita para os alunos da Escola Profissional da Guarda, mostrando a originalidade e genialidade de um homem que, para sempre, marcaria a história da língua e literatura portuguesas.
Num dia dedicado à cultura in loco, o setecentista Teatro Nacional de São Carlos, espaço reservado aos mais exigentes melómanos, revelou-se a todo este jovem público, afirmando a imperativa necessidade de uma aproximação do teatro à comunidade.
Pelos “lugares, trajetos e afetos de Pessoa” reiteramos que, mais do que uma escola, somos agentes culturais, valorizadores do património e semeadores de um tempo que novos fados deve inspirar.






